Este tipo de pele foi inicialmente criado a partir de um material de origem biológica chamado fibrina-agarose. A fibrina consiste num agregado das plaquetas na região onde houve rompimento dos vasos sanguíneos, essa proteína irá produzir uma rede que estanca o sangue, pois forma o coágulo. Os constituintes do sangue ficam presos na rede de fibrina, dessa forma esta impede a hemorragia.
Os cientistas analisaram a evolução da cultura in-vitro e, por fim, fizeram um controle de qualidade dos tecidos enxertados em ratos sem pêlos verificando a excelente maturação e desenvolvimento da pele artificialmente criada.
Esta técnica permitiu aos pesquisadores avaliar fatores como a proliferação celular, a presença de marcadores de diferenciação morfológica e o desenvolvimento da pele artificial no organismo receptor.
As células de pele humana necessárias para o início do desenvolvimento foram obtidas a partir de biopsias feitas em pacientes. Este processo foi acompanhado por várias técnicas de microscopia, o que permitiu a verificação do desenvolvimento do tecido artificial a nível celular.
A pele criada em laboratório apresentou boas taxas de biocompatibilidade com o receptor e nenhum sinal de rejeição, degenerescência ou infecção. Outros substitutos artificiais da pele já foram criados com outros biomateriais, como colagénio, fibrina, ácido poliglicólico, quitosana e outros.
Disponível em: < http://www.notapositiva.com/pt/trbestbs/quimica/12_novos_materiais_d.htm>
Acesso em: 10 nov.

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